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A mostrar mensagens de março, 2013

Piquenique de sonho

Na noite que antecede à qual escrevo, durante o sono tive vários sonhos e dentre esses apareceste tu, algo que já não ocorria há algum tempo, o que me deixou num estado ambivalente, onde ora pendia a melancolia da saudade ou a alegria do reencontro. Surgiste em diversas situações, cada uma distinguindo-se da outra. Umas ainda perfilam o meu consciente enquanto outra não lhe foi concedida passagem do inconsciente. Mas houve uma que me indiciou esta escrita, uma que me apertou a alma e que, mais uma vez, me relembrou o significado da saudade - sim, porque a saudade não é algo que se ensina e não é explicável, apenas sentimos-la - nesse simples sonho estávamos apenas os dois, ladeados por habitações que formavam um pequeno condomínio que se assemelhava de uma forma pitoresca à cidade Spectre  do filme "The Big Fish"  realizado por Tim Burton. Nesse local, originado pelo meu subconsciente, estávamos a fazer um piquenique, não sei como ...

O Inverno é psicológico

O Inverno é psicológico, O vento que nos bate na cara e nos quebra a respiração é psicológico, A chuva que nos deixa até os ossos molhados e que derruba obstáculos é psicológica, O frio que nos faz assemelhar a uma cebola, cheios de camadas é psicológico, Os relâmpagos que iluminam a mais escura noite são psicológicos, Os trovões que fazem ribombar os nossos corpos e estremecer os céus são psicológicos, A ansia de ver voltar o Sol - escondido pelas nuvens - e de clamar o calor é psicológica. As constipações, gripes e derivados que nos assolam são, na verdade, psicológicos. O Inverno não é físico! O Inverno não é psicológico.
O céu chora, lamentando-se, do facto de nos encontrarmos longe.

O silêncio tecnológico

A tecnologia que tantos clamam e consideram indispensável ao progresso embate sobre mim de uma forma bastantes violenta. Ao contrário do resto do mundo estagna o meu progresso, origina conflitos no interior do meu self  e estabelece barreiras que apesar de não possuírem forma física sinto dor ao colidir. Tento fazer meus aliados os meios de comunicação, mas de nada serve. Quantos mais esforços tento empregar menor é a comunicação obtida. Caso não esteja a ser explicito o suficiente, a tecnologia a que me remeto é a que tem por função a comunicação interpessoal, a que nos deveria permitir (tal como é vendida ao público) ligarmos-nos mutuamente. Tecnologia esta que deveria derrubar barreiras (não criar), juntar pessoas que se encontram longe (não separar) e facilitar a expressão e a comunicação das palavras (não dificultar). O mundo encontra-se ligado numa rede de fios globalizada, mas, no entanto, encontro-me, de momento, alienado dessa mesma rede....