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A mostrar mensagens de agosto, 2013

Colagens

- Que te aconteceu? - O meu coração está partido. - Outra vez? - Sim. - Como foi desta vez? - Não quero falar sobre isso, os destroços ainda estão frescos. - Então que queres fazer? - Quero partir corações em vez de ter sempre o meu partido, para variar! - E eras capaz? - Não...

2046

Do you know what people did in the old days when they had secrets they didn't want to share? They'd climb a moutain, find a tree, carve a hole in it, whisper the secret into the hole and cover it up with mud. That way, nobody else would ever learn the secret... I have a secret to tell you. Will you leave with me?
Deixa-me tomar o teu pulso.

illuminati

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- Tenho medo do escuro. - Eu sei. - Protege-me. - Não posso. - Como assim, não podes? - Os medos és tu que os crias. Não posso proteger-te de uma coisa que existe dentro de ti. - Mas... eu não quero ter medo. - Desculpa. Se não quiseres ter medo, não tens. - Se estiveres comigo, não tenho. Ficas comigo? - Estou contigo. - Ficas em mim? - Estou em ti. - É que se estiveres em mim, não vai haver espaço para o medo entrar. - Estou contigo, em ti. Sou contigo e para ti. Acendeu uma pequena vela e deu-lhe. - Esta vela é o meu escuro. Ofereço-ta. Não quero ser eu a separar-te do teu medo. Mas o meu medo pode separar-te do teu. Palavras de Ana Nunes & foto de Inês Nunes criadas especialmente para este espaço. Sugiro uma visita (demorada) à seguinte morada onde poderão deliciar-se com mais belas palavras e fotos :  http://re_ligare.blogs.sapo.pt/

A mar

É maravilhoso como uma simples letra pode tornar uma força da natureza num sentimento poderoso. Essa força, por si só, já é capaz de mover montanhas, mas com a adição da pequena letra o seu poder torna-se imensurável. A simples letra é "a" e a força da natureza trata-se do "mar" . Juntas forma a mais bela conta de somar, Amar!

Tu, o rio, a alma e Lisboa

Já compreendi o porquê de viveres em  (e amares)  Lisboa. Há mulheres que trazem o mar nos olhos Não pela cor Mas pela vastidão da alma E trazem a poesia nos dedos e nos sorrisos Ficam para além do tempo Como se a maré nunca as levasse Da praia onde foram felizes Há mulheres que trazem o mar nos olhos pela grandeza da imensidão da alma pelo infinito modo como abarcam as coisas e os Homens... Há mulheres que são maré em noites de tardes e calma. Sophia de Mello Breyner Andresen
este livro. passa um dedo pela página, sente o papel como se sentisses a pele do meu corpo, o meu rosto. este livro tem palavras. esquece as palavras por momentos. o que temos para dizer não pode ser dito. sente o peso deste livro. o peso da minha mão sobre a tua. damos as mãos quando seguras este livro. não me perguntes quem sou. não me perguntes nada. eu não sei responder a todas as perguntas do mundo. pousa os lábios sobre a página. pousa os lábios sobre o papel. devagar, muito devagar. vamos beijar-nos. José Luís Peixoto
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Já dizia o poeta!