A cabeça não está a funcionar bem Assim como a caneta A tinta custa a sair Quando sai, seca rápido, com pouca ação Estou sem interesse Desinteressado Com força mínima Sou uma pilha num carregador viciado Não carrega o suficiente para durar o dia E o dia não encurta, nem poupa a pilha Desgasta-a Sinto-me gasto Como a caneta Como a pilha Gast, não acanado Preciso de recargas Reinventar Preciso do re E que este não funcione apenas como prefixo De algo que não acontece Enquanto tal não acontece Vou pedindo desculpa Sentindo a culpa de não chegar ao re O futuro avizinha-se Vem tocar à porta e não sei se devo abrir O seu desconhecimento assusta Ainda se fosse o carteiro Esse sei ao que vai É objetivo Mas o objetivo do futuro Não me deixa ver se lá está o re A objetiva é baça De propósito, mas não ajuda Clama pela ansiedade Coração palpitante Numa constante corrida Sem direção Só aumenta e diminui Não desaparece Não está sozinho Traz consigo a angústia ...
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A mostrar mensagens de abril, 2017
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A temporada está perto do episódio final A trama adensa-se Conflito Drama Resoluções (In)Certezas Perpetivas são abertas e fechadas a cada segundo Isto tudo na vivência da espera De saber os números As audiências vão decidir Será cancelada? Ou renovada? Não percam os próximos episódios Porque nós também não
Sinto-me cansado
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Hoje tomei a decisão de ser eu Como podes tomar a decisão de ser eu Se o eu está emaranhado num mar de fios Desordem, caos, desestruturado são as palavras de ordem Rebelar é difícil, o armamento do ser eu é frégil Facilmente é destituido e releva para o sofrimento Para a incapacidade, que é sentida Vivida, talvez não rela, mas mói. Escrevi estas palavras impulsionado pela tristeza, o sofrimento, a zanga, a raiva, a impulsividade. Um cocktail que não me permite precisar o início de cada uma, sendo portanto, importalizadas na resposta "sinto-me cansado".