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Relaxar

Senta-te com as costas direitas Apoia as mãos nas pernas Assenta bem os pés no chão Lentamente começa a fechar os olhos Agora com os olhos fechados Imagina raízes a saírem da planta dos teus pés E a enraizarem-se no solo As raízes aprofundam-se e deixam-te relaxado Cada vez mais relaxado As raízes aprofundam-se e deixam-te menos tenso Cada vez menos tenso As raízes aprofundam-se e deixa-te mais tranquilo Cada vez mais tranquilo As raízes aprofundam-se e deixam-te em paz e calma Cada vez mais em paz e calma

Os Justos

Um homem que cultiva o seu jardim, como queria Voltaire.  O que agradece que na terra haja música.  O que descobre com prazer uma etimologia.  Dois empregados que num café do Sul jogam um silencioso xadrez.  O ceramista que premedita uma cor e uma forma.  O tipógrafo que compõe bem esta página, que talvez não lhe agrade.  Uma mulher e um homem que lêem os tercetos finais de certo canto.  O que acarinha um animal adormecido.  O que justifica ou quer justificar um mal que lhe fizeram.  O que agradece que na terra haja Stevenson.  O que prefere que os outros tenham razão.  Essas pessoas, que se ignoram, estão a salvar o mundo.  Jorge Luis Borges, in "A Cifra" Tradução de Fernando Pinto do Amaral

Organizar

Senhor das organizações Libertai-me de todas as tensões Faça com que controle a situação E não parta para a agressão Que o dia passe sem incidentes Sem violência e sem acidentes Baixe o meu coração quente Para que eu não insulte o cliente Com a mudança irei lidar Da melhor maneira que o stress deixar Se sozinho não conseguir Os calmantes e a terapia terão que surgir

Artista

Vou espalhar a minha arte
A cabeça não está a funcionar bem Assim como a caneta A tinta custa a sair Quando sai, seca rápido, com pouca ação Estou sem interesse Desinteressado Com força mínima Sou uma pilha num carregador viciado Não carrega o suficiente para durar o dia E o dia não encurta, nem poupa a pilha Desgasta-a Sinto-me gasto Como a caneta Como a pilha Gast, não acanado Preciso de recargas Reinventar Preciso do re E que este não funcione apenas como prefixo De algo que não acontece Enquanto tal não acontece Vou pedindo desculpa Sentindo a culpa de não chegar ao re O futuro avizinha-se Vem tocar à porta e não sei se devo abrir O seu desconhecimento assusta Ainda se fosse o carteiro Esse sei ao que vai É objetivo Mas o objetivo do futuro Não me deixa ver se lá está o re A objetiva é baça De propósito, mas não ajuda Clama pela ansiedade Coração palpitante Numa constante corrida Sem direção Só aumenta e diminui Não desaparece Não está sozinho Traz consigo a angústia ...
A temporada está perto do episódio final A trama adensa-se Conflito Drama Resoluções (In)Certezas Perpetivas são abertas e fechadas a cada segundo Isto tudo na vivência da espera De saber os números As audiências vão decidir Será cancelada? Ou renovada? Não percam os próximos episódios Porque nós também não