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A mostrar mensagens de maio, 2012
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A internet é um mundo onde quase tudo é possível e permitido e por isso com muita facilidade deparamos-nos com muitas coisas que tem o nível de interesse do tamanho da cabeça de um alfinete. Com os milhares de vídeos que circulam pelo mundo informático passa-se a mesma coisa, mas como não pode (ou não deve) ser tudo assim tão mau (em termos de qualidade), de vez em quando surgem verdadeiras pérolas e este vídeo é um deles. Foi o chamado amor à primeira vista. A música "Call your girlfriend" é um original da Robyn que aqui é interpretado de uma forma soberba por um trio de raparigas suecas que respondem pelo nome Erato. Enjoy:

Roda viva da agressividade

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Com tudo o que tenho lido e ouvido sobre a violência e seus subsequentes, tenho em mim a impressão que se verifica um ciclo do estilo que vos apresento em cima. Poderá pecar por estar demasiado simplificado, mas julgo que por base poder-se-á apresentar algo semelhante. Como é óbvio estão neste circuito inscritas todo o tipo de variáveis que quiserem, o que torna impossível afirmar que se trata de uma relação causal (i.e. relação de causa-efeito). Mas a minha ideia ao apresentar a imagem é a seguinte (numa dimensão muito simplista): O agressor, para se tornar agressor poderá, com alguma probabilidade, já ter sido vítima e vice-versa, ou seja, nada impede uma vítima de se tornar um agressor. Foi assim que me surgiu esta circularidade entre agressor-vítima e vítima-agressor. Seria uma espécie de roda viva da agressividade que não parece parar, aliás, fico com a ideia de que cada vez ganha mais força e velocidade. Sei que ...

Que horas são?

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"São um quarto para o pelo" por João Augusto

Filha da mãe

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Encontrei os teus dentes, estavam cravados na minha pele e o que senti não foi dor, mas sim um amor, contaminado pelo desejo de te ter em mim.

Poema à mãe

Poema à mãe (Declamado por Eugénio de Andrade) No mais fundo de ti Eu sei que te traí, mãe. Tudo porque já não sou O menino adormecido No fundo dos teus olhos. Tudo porque ignoras Que há leitos onde o frio não se demora E noites rumorosas de águas matinais. Por isso, às vezes, as palavras que te digo São duras, mãe, E o nosso amor é infeliz. Tudo porque perdi as rosas brancas Que apertava junto ao coração No retrato da moldura. Se soubesses como ainda amo as rosas, Talvez não enchesses as horas de pesadelos. Mas tu esqueceste muita coisa; Esqueceste que as minhas pernas cresceram, Que todo o meu corpo cresceu, E até o meu coração Ficou enorme, mãe! Olha - queres ouvir-me? - Às vezes ainda sou o menino Que adormeceu nos teus olhos; Ainda aperto contra o coração Rosas tão brancas Como as que tens na moldura; Ainda oiço a tua voz: Era uma vez uma princesa No meio do laranjal... Mas - tu sabes - a noite é enorme, E todo o meu corpo cresceu. ...

Para sempre

Por que Deus permite que as mães vão-se embora? Mãe não tem limite, é tempo sem hora, luz que não apaga quando sopra o vento e chuva desaba, veludo escondido na pele enrugada, água pura, ar puro, puro pensamento. Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio. Mãe, na sua graça, é eternidade. Por que Deus se lembra - mistério profundo - de tirá-la um dia? Fosse eu Rei do Mundo, baixava uma lei: Mãe não morre nunca, mãe ficará sempre junto de seu filho e ele, velho embora, será pequenino feito grão de milho. Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'

Amélie Poulain

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Isto que vou passar a escrever está muito fresco, pois acabou de acontecer. Que bela frase para iniciar um discurso, parece que vai ser anunciado algo de grande importância. Na verdade não se passou nada que vá afectar o curso natural do mundo, apenas acabei de (re)ver o filme " Le fabuleux destin d'Amélie Poulain" . Assim que acabei de ver o filme instalou-se em mim uma vontade de vir escrever sobre ele, algo que parece estranho visto que se trata apenas de um filme. Mas os filmes deixam marcas nas pessoas quer seja pela positiva ou pela negativa. Se repararam, em cima coloquei entre parêntesis o prefixo "re" a antecer a palavra "ver" e a explicação para isto é que durante o meu percurso no secundário, mais propriamente entre o oitavo e o nono ano (não sei precisar de uma forma exacta) numa aula de Filosofia, se não estou em erro, visionei, mas a minha turma a película de que faço menção. À altura não fiquei com boa imagem do filme, não tomei at...