Amote

"Não percebo porque é que o «amo-te» se escreve desta forma, quando deveria ser desta: «amote». O «amo-te» não deveria ter hífen, ou tracinho como se usa dizer. O «amote» de que falo, este, não deveria ter espaço para que as letras respirassem; deveria deixá-las ali apertadinhas, de forma a não caber mais nenhuma. Porque quando se ama alguém não cabe mais ninguém ali, porque não há espaço, porque as letras estão literalmente sufocadas por esta palavras que se deveria escrever apenas e só assim: «amote»." (Alvim, 2012, p.13)


Alvim, F. (2012). Não és tu, sou eu. Lisboa: Cego Surdo e Mudo.

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