Como já escrevi algures por este espaço a Internet é um mundo onde se pode encontrar praticamente de tudo um pouco e por vezes quando se é persistente surgem pérolas, autenticas maravilhas produzidas por seres humanos (incrível, não é verdade), aquela espécie que é capaz de cometer as acções mais atrozes também possui a capacidade de surpreender pela positiva. Isto tudo serve para apresentar aqui o seguinte video A música é da autoria da banda de post-rock oriunda da Islândia, os Sigur Rós, no qual a faixa se auto-intitula Varúð que traduzido significa Atenção. E deve-se ver, este e os outros vídeos com atenção, para que consigamos sentir a força que deles emana. Liberdade é a palavra que me acompanha na visualização. Essa sensação de que nada nos pode deter é algo para ser vivido com os sentidos bem abertos. Para ver os restantes vídeos basta deslocarem-se a este endereço: http://sigur-ros.co.uk/valtari/videos/
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A mostrar mensagens de dezembro, 2012
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Ando cada vez mais a reparar num desfasamento entre o eu do mundo real e o eu que habita os meus sonhos. O eu dos meus sonhos é bem mais interessante que o eu real. Ele consegue realizar acções que muito dificilmente conseguiria levar adiante, pelo menos de uma forma tão distinta como ele. Ainda num dos sonhos que tive esta última noite ele mostrou ser um sujeito com imensa classe e sempre com as palavras certas prontas, até custa a acreditar que o tipo de discurso que emprega é fruto do fluxo dos meus pensamento. Já pensei em tirar notas, mas muito raramente me lembro de tudo o que é dito, apenas sei que é de qualidade. Por vezes invejo os meus sonhos, ele ( eu ) parece que tem tudo controlado e que sabe o que fazer a seguir, já eu não tenho essas qualidades na quantidade que desejaria. É vida e há sonhos com sorte.
Como amar uma mulher
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Esta é uma conversa só para homens. Minhas senhoras, queridas leitoras, por favor saiam neste parágrafo e fechem a página. Saíram? Será que saíram todas? Estamos então entre nós. Bom, é que eu preciso de desabafar. Sou um homem que gosta de mulheres. Muita gente acha que não há nisto nada de extraordinário. Enganam-se: são poucos os homens que gostam de mulheres. É para estes, na verdade, que escrevo esta crónica. Os outros, os que pensam que gostam de mulheres - mas nunca entrançaram os cabelos do seu amor -, esses podem também fechar a página. Agora, sim, estamos entre nós. Dizia eu que gosto de mulheres. O problema é que, por vezes, sinto uma enorme dificuldade em tolerar certas manifestações da natureza feminina. Por exemplo a mania da ordem. Ordenar é sempre uma violência. Nós, homens, respeitamos as obscuras leis da física. Sabemos que o Universo caminha para o caos. Contrariar o caos parece-nos uma impiedade. Há uma lógica indomável na desordem natural...
Onde estas?
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Onde estas, tu? Procuro-te por todo o lado e nada. Na rua perscruto cada olha na esperança que veja os teus olhos, mas nada. Em casa vou mais vezes do que desejaria à janela pensando que te vou encontrar a estacionar o carro, mas apenas vejo o mesmo cenário de sempre. Por vezes, olho rapidamente para trás do meu ombro, não vás tu estar a passar ou até mesmo a esconder-te ai, para que me seja mais difícil conseguir descobrir-te, mas apenas sinto o pescoço a doer por causa da torção. Hoje em dia quem ousa perguntar que tipo de sonhos abrigo arrisca-se a levar com uma resposta do género: "Que chegue a casa e ela saia debaixo dos lençóis gritando surpresa". Bastante simples! Tudo resume-se à pergunta: "Onde estas, tu?" E eu até sei a resposta a essa pergunta, eu sei onde tu estas, mas...
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Do comboio vejo a casa, apesar de ser apenas por um segundo acalma-me saber que posso vir a encontrar-te ai. No meu último vislumbre vi luzes a fugirem pela janela e ponderei se atrás dela banhada pela luz estarias tu e se sim, se tinhas visto o comboio passar e nesse preciso momento tivesses pensado em mim, em como poderia estar no comboio.
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escrevo-te pelo corpo sinto um arrepio de vertigem que me enche o coração de ausência pavor e saudade teu rosto é semelhante à noite a espantosa noite de teu rosto! corri para o telefone mas não me lembrava do teu número queria apenas ouvir a tua voz contar-te o sonho que tive ontem e me aterrorizou queria dizer-te porque parto por que amo ouvir-te perguntar quem fala? e faltar-me a coragem para responder e desligar depois caminhei como uma fera enfurecida pela casa a noite tornou-se patética sem ti não tinha sentido pensar em ti e não sair a correr pela rua procurar-te imediatamente correr a cidade duma ponta a outra só para te dizer boa noite ou talvez tocar-te e morrer Al Berto