Onde estas?

Onde estas, tu?
Procuro-te por todo o lado e nada.

Na rua perscruto cada olha na esperança que veja os teus olhos,
mas nada.

Em casa vou mais vezes do que desejaria à janela pensando que te vou encontrar a estacionar o carro,
mas apenas vejo o mesmo cenário de sempre.

Por vezes, olho rapidamente para trás do meu ombro, não vás tu estar a passar ou até mesmo a esconder-te ai, para que me seja mais difícil conseguir descobrir-te,
mas apenas sinto o pescoço a doer por causa da torção.

Hoje em dia quem ousa perguntar que tipo de sonhos abrigo arrisca-se a levar com uma resposta do género: "Que chegue a casa e ela saia debaixo dos lençóis gritando surpresa".
Bastante simples!

Tudo resume-se à pergunta: "Onde estas, tu?"

E eu até sei a resposta a essa pergunta, eu sei onde tu estas,
mas...

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