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A mostrar mensagens de abril, 2013

Antígona

Antígona. Quem és tu? Se tu existes, porquê não te vejo? Andas por caminhos onde os meus não alcançam. Como posso Antígona? Quando é que este tormento cessará? Revelaste-te a mim em sonhos e fazes-me duvidar da minha sanidade. Estarei louco Antígona? Será que te amo? É a única explicação que encontro para justificar tamanha assombração. Gasto o meu olhar de tanto procurar o teu. Falta-me a voz de tanto gritar o teu nome, sem resposta. Antígona! Sim, tu Antígona. Tu que és só tu e não és nós. Faltam-me as palavras, perdi a capacidade de expressão. Apenas, Antígona. Antígona Antígon Antígo Antíg Antí Ant An A .

Duas linhas/Dois mundos

Enquanto escrevi isto estava sentado num comboio da linha de Sintra, serviço ao qual me vejo obrigado a recorrer com elevada frequência. A linha de Sintra não é um local que seja conhecido pelos seus aspectos positivos, aqui imperam os estereótipos e muitos dos seus utentes fazem questão de os "alimentar", podendo tentar atribuir culpas externas, sugerindo que são rotulados por outros, mas na verdade isso não é a realidade totalmente. Este é o mundo a que estou habituado e posso afirmar que (in)felizmente não pertenço, inclusive, não me revejo nos diversos grupos que deambulam por esses caminhos de ferro, mas não quero com isto passar a ideia de que sou melhor ou pior que os elementos que se identificam com esses grupos, digamos, apenas que sou diferente, naquele contexto, um outlier. Mas existe um mundo, totalmente diferente - pelo menos no exterior - e que vive paralelo ao que habito, refiro-me à linha de Cascais, mais conhecida por pontos positivos em detrimento dos ne...