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A mostrar mensagens de julho, 2013
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- Deixa-me entrar. - Podes entrar. Um filme belíssimo!

Ninguém

- Quem és? - Eu? Ninguém! - Como assim? Ninguém, quê? - Simplesmente, ninguém! - Mas como? Ninguém é ninguém! - Exacto. - Porquê, ninguém? - Para poder estar contigo! - Não estou a perceber. - É simples! Sabes quando costumas confidenciar contigo que ninguém gosta de ti, que ninguém tem saudades tuas, que ninguém te acha bonita ou interessante? Esse ninguém, sou eu! - Então, ninguém me ama? - Sim.

Mãos ao alto

Se eu te assaltasse com um beijo, considerarias esse evento como um furto ou um roubo?
Se tivesse jeito para desenhar tinha com que ocupar o tempo, mas como não sei e como não encontro palavras para escrever estou para aqui a olhar o nada.
É de noite. Um cão corre assustado pela berma da autoestrada. Ultrapasso-o e paro. O cão estaca. Aproximo-me e ele foge no sentido contrário. Perco-o. Nas autoestradas (como na vida) a inversão de marcha não é permitida. (Como fazer para que o medo acabe e para que não me fujas?) Dulce Maria Cardoso , autora de "O Retornado"
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De tempos a tempos surgem sons que instantaneamente ficam impressos na nossa vida. O som de um trovão O som de uma música O som de um sorriso O som de uma voz, da tua voz!
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Aniki-bébé Aniki-bóbó Passarinho Tótó Berimbau, Cavaquinho Salomão, Sacristão Tu és Polícia, Tu és Ladrão

Vem perder-te comigo

Descalço e sem sentido pisava as areias quentes do deserto, alimentando-me de raios de sol que queimavam o meu corpo frágil e desprotegido. No horizonte o cenário era composto pelo som de grãos de areia a cantar e a dançar num leve corrupio sob o  céu  azul. O meu corpo não obedecia, anda em linha recta nas dunas irregulares com os olhos via-me perdido. Vi algo mais, uma silhueta que caminhava delicadamente.  Receei  que tal imagem fosse uma miragem, uma alucinação inteligentemente elaborada pelo meu subconsciente para me poupar à amargura da solidão, mas sem hesitar  avancei  até ela e mesmo perdido, disse. - Vem perder-te comigo. A alucinação, agora nítida, real, respondeu. - Onde? Onde, perguntava. - Num sítio que ninguém saiba, nem mesmo nós. Sabes, é quando me perco que consigo encontrar-me. Se me perder contigo, vou encontrar-te também. É citado Ana Nunes.
- Já te aconteceu quereres escrever sobre qualquer coisa e não conseguires? - Por acaso não... A ti já? - Tantas vezes. Ultimamente não encontro palavras para definir o que sinto. - Então talvez esse sentimento não seja possível de definir... - Eu sei o que se passa cá dentro, este turbilhão de emoções, eu reconheço-as... não consigo é defini-las, exterioriza-las em palavras. - Mas porque o queres fazer? - Não sei... porque costumo escrever, consigo escrever sobre tudo. - Parece-me que não. Penso que não consegues escrever sobre os teus sentimentos. Quando parece que o fazes, é mentira e se consegues falar deles, talvez não te estejam a consumir. Se ficas sem ar, sem inspiração, sem concentração, estás a entregar-te ao que sentes, caso contrário, mentes. - Consigo pintar. Não consigo fazê-lo com as palavras, mas consigo deixar-me passar para a tela, através dos meus dedos, das cores que eles escolhem. Acho que vou tentar... mas talvez precise de to...
A minha vida é um turbilhão de emoções, o amor por vezes sabe a ódio e o ódio com o seu sabor amargo corroí o meu ser. O Homem tem o maior poder de sempre, a capacidade de pensar e de verbaliza-lo, mas nem sempre o utiliza de uma forma proveitosa e isso (pode) provoca(r) caos e miséria. Na minha vida o pensar leva a um beco sem saída onde a única porta aberta é a da desistência, o que de resto resume a minha perspectiva do "penso, logo desisto". Por isto, tento libertar-me do pensamento, mas com pouco êxito, visto que ele regressa, reforçado. Mais havia deste texto (antigo) a escrever, mas o seu propósito prende-se, presentemente, com o libertar, expurgar! Aceito-te frase ignóbil que sente prazer no atormentar, mas recuso-te o olhar deliciado com que ficas quando me descoordenas o pensamento. E quando me tentas envenenar, sussurrando ao ouvido frases sobre os outros? Despede-te de mim, vou-te construir um caminho para que possas seguir o teu destino, caminho esse que n...

Disponível para amar

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(I am) In the mood for love Não posso simplesmente dizer que gostei deste filme, seria imensamente redutor, posso sim dizer que o senti.