Gin
Estou aqui. Estou a alguns quilómetros de distância. Tenho um copo de gin com o qual tento acalmar as saudades. Saudades de te ter. Bebo este gin e penso no teu corpo. Nas suas curvas por onde caminho e me perco. Pouso o copo e penso que este gin é fraco. Não foi feito por ti. Não é degustado a olhar-te. Ouço o acompanhamento musical. Joy Division. A querer dizer-me que love will tear us apart . Mentira de vidas vividas com apenas um copo de gin . Uma casa com dois copos de gin é sinal de prosperidade. De longas conversas cronometradas pelas ampulhetas de gelo. Assim será a nossa casa. Com este gin , brindo a esse futuro. Dou um gole e sinto os teus lábios. Os teus beijos a aquecerem o meu corpo. A noite não é fria, mas o teu calor é bem vindo. É aconchegante. Outro gole e na ausência de cheiro, surge o teu perfume que vem do ondular do teu cabelo. Do gingar do teu corpo ao som dos Nirvana. Nunca soaram desta forma. Sensual. Um novo gole. Fecho os olhos ...