O Mundo Extra (Capítulo 1)
E de repente tudo ficou negro e um silencio abateu-se sobre mim. Depois de alguma ponderação percebi que tinha morrido e sinceramente não havia nada a fazer quanto a isso, ou pelo menos é o que pensava enquanto respirava.
Segundo o que me relataram após 72 horas de ter dado o último suspiro algo aconteceu, acordei. Dei por mim deitado numa mesa de operações e apercebi-me que se dirigia na minha direcção um homem que vestia uma bata branca, uma mascara e luvas a condizer com a bata e na mão um bisturi. Assim que se percebeu que tinha aberto os olhos ficou paralisado e branco como o cal, reacção esta que não é de estranhar, visto que na mesa de operações estava um sujeito que mais parecia que tinha acabado de acordar de um boa noite de sono.
Petrificado à minha frente, estava um médico legista que se preparava para fazer uma autopsia, mas perante este estranho acontecimento tudo mudou. Quando as forças voltaram ao medico, pegou literalmente em mim e levou-me para uma sala a fim de me aplicar uma bateria de exames para tentar perceber o que se estava a passar. Antes de iniciar os testes realizou umas acções simples como por exemplo apontar uma luz aos meus olhos para ver como é que as pupilas iriam reagir e a resposta obtida foi positiva mas quando me tentou auscultar e a medir a a minha pulsação não obteve nada, nem uma simples batida o que o fez ficar ainda mais aterrorizado com a situação.
As única frase que conseguia proferir era "como é isto possível?" e por outro lado na minha cabeça so conseguia formar frases como "o que é que se passa?" ou "onde estou?".
Seguiram-se então todos os exames possíveis e imagináveis onde se incluam só para ter uma ideia uma ressonância magnética, um electrocardiograma, um electroencefalograma, entre outros.
Do que consegui captar dos resultados, ninguém queria acreditar, isto porque o cérebro apresentava actividade normal para um ser vivo mas em contrapartida não havia indícios de que o coração estivesse na mesma situação, era quase como se o cerebro tivesse sido ligado à tomada enquanto que o coração tivesse desligado da tomada que é a vida.
Com isto tudo ia-me esquecendo de me apresentar. O meu nome é Nuno, tenho 25 anos e ao que parece num espaço de três dias morri e voltei à vida. Faz lembrar algo não é verdade, mas no meu caso sou apenas um zombie e esta é a minha historia.
Nota 1: Peço desculpa se o português não fizer muito sentido, mas é que optei por escrever tal como me soava na cabeça de uma forma nua e crua.
Nota 2: Espero que achem a ideia interessante e se tiverem sugestões ou criticas a fazer não as guardem só para vocês e partilhem com o resto do mundo.
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