Palavras Soltas

Sei, sei que poderia escrever com palavras comuns
Mas essas já nada me dizem,
Cheguei a um estado de exaustão, onde as palavras
Me soam análogas.
Se por um lado há um desejo de algo fleumático na existência
Do meu ser, por outro o ser espartano que habita no meu inconsciente
Almeja por surgir, e é desta batalha entre consciente e inconsciente
Que nasce o sonho, aquele sonho insano, porem inócuo,
Frágil como promessas de amor, soturno como preces de agonia
E dia após dia vivo no limiar da existência, procurando a essência da vida
Onde as palavras simples já não são análogas, onde o amor é o meu homizio
Basta me despedir desta vida efémera e viver omissa à minha dor…

Tulipa Negra

Comentários

Mensagens populares deste blogue

Intermezzo 02