A rapariga que tocava piano
Era um dia
solarengo e convidativo a um passeio à beira-mar. As férias estavam já assentes
no meu ciclo e tinha por objectivo aproveitar ao máximo. Peguei em mim e decidi
ir até à praia apanhar um pouco de sol e ver a linha onde o céu e o mar se unem
e formam um só.
Apanhei o comboio e num quarto de hora depois estava a acercar-me do meu destino. Levava comigo a minha fiel toalha de praia, uma garrafa de água e um bom livro para poder passar o tempo. Após ter chegado à praia deparo-me com algo tão belo, mas bastante invulgar. Na areia calma e macia estava um belo piano de cauda, preto, e a comanda-lo uma pequena menina que apesar de me parecer ser ainda muito nova, fazia o piano cantar majestosamente. A praia estava vazia, não se via vivalma e apesar de ter transposto o seu campo de visão a menina não tinha dado por mim. Tentei olhar em volta de modo a recuar daquela imagem inesperada, mas não me conseguia mexer, o som que provinha do piano tinha tomado conta do meu corpo, passando a ser uma simples marioneta das suas cordas.
Paralisado, fiquei a escutar as notas que circulavam no ar e esperava que o meu corpo se libertasse, mas nada acontecia até que, de repente, num piscar de olhos o piano montado pela pequena menina desaparece deixando-me atordoado naquele imenso areal.
Quando me consigo recompor, decido que é melhor voltar para casa, pois esta experiência tinha-me deixado exausto. Meia dúzia de passos depois o meu corpo volta a ceder e num estalido sinto o meu coração a parar e tombo inerte na areia suave e morna. Sinto braços invisíveis que me empurram de encontro ao meu destino cruel, tendo apenas tempo para uma recordação, uma reminiscência de um pensamento que em tempos atravessou a minha mente, onde como último desejo, adoraria poder ouvir um piano a soar como nunca nenhum havia soado e apercebi-me que na verdade aquela lindíssima miragem era a concretização do sonho idealizado por um sujeito que estava prestes a ser libertado para o mundo.
Apanhei o comboio e num quarto de hora depois estava a acercar-me do meu destino. Levava comigo a minha fiel toalha de praia, uma garrafa de água e um bom livro para poder passar o tempo. Após ter chegado à praia deparo-me com algo tão belo, mas bastante invulgar. Na areia calma e macia estava um belo piano de cauda, preto, e a comanda-lo uma pequena menina que apesar de me parecer ser ainda muito nova, fazia o piano cantar majestosamente. A praia estava vazia, não se via vivalma e apesar de ter transposto o seu campo de visão a menina não tinha dado por mim. Tentei olhar em volta de modo a recuar daquela imagem inesperada, mas não me conseguia mexer, o som que provinha do piano tinha tomado conta do meu corpo, passando a ser uma simples marioneta das suas cordas.
Paralisado, fiquei a escutar as notas que circulavam no ar e esperava que o meu corpo se libertasse, mas nada acontecia até que, de repente, num piscar de olhos o piano montado pela pequena menina desaparece deixando-me atordoado naquele imenso areal.
Quando me consigo recompor, decido que é melhor voltar para casa, pois esta experiência tinha-me deixado exausto. Meia dúzia de passos depois o meu corpo volta a ceder e num estalido sinto o meu coração a parar e tombo inerte na areia suave e morna. Sinto braços invisíveis que me empurram de encontro ao meu destino cruel, tendo apenas tempo para uma recordação, uma reminiscência de um pensamento que em tempos atravessou a minha mente, onde como último desejo, adoraria poder ouvir um piano a soar como nunca nenhum havia soado e apercebi-me que na verdade aquela lindíssima miragem era a concretização do sonho idealizado por um sujeito que estava prestes a ser libertado para o mundo.
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