Sonho

Durante as horas de sono que me separaram o dia 15 de Agosto do dia 16 de Agosto de 2012 sonhei algo extraordinariamente estranho, de tal forma fora do vulgar (para mim) que me recordo de grande parte do sonho.

Poderia tratar-se de um sonho simples, mas para grande espanto meu tu apareces nele, alias é a personagem principal e toda a história gira em torno de ti.

O cenário onde se desenrola a trama era sombrio, parecia retirado de uma desejada colaboração entre o já falecido Vincent Price e o realizador Tim Burton (numa vertente Ed Wood). Lembro-me que era sempre de noite, ou pelo menos estava tão escuro que o sol não conseguia espreitar e que existia uma espécie de castelo que era ladeada por montanha onde numa se situava um café. Estranho? Sim, bem vindos ao mundo encantado dos meus sonhos.

Lembro-me distintamente de ir ao café e de ver umas quantas caras conhecidas a pairar por lá e que do meio da multidão surges tu e quando me vês sorris e corres para mim. Apesar do ambiente opaco que pairava sobre nós, mal te vi senti-me iluminado e logo te enchi de beijos (como gostaria que o sonho tivesse ficado por aqui).

De seguida, já fora do café lembro-me de surgir uma pessoa que me passa uma espécie de escultura que achei maravilhosa e, de facto, penso que era algo belo, de tal modo que corro para te mostrar a peça, na esperança que também seja do teu agrado. Apresento-te o artefacto e de uma forma quase instantânea o teu rosto denota uma expressão de horror ao visionares o que carrego nas mãos. Algo na escultura te assusta e quando volto os meus olhos para ela, esta tomou uma forma horrenda e disforma, algo completamente diferente do que era anteriormente.

Percebes então que aquilo simboliza algo que te tem vindo a acorrentar não permitindo que consigas viver em liberdade. Uma maldição. Nesse preciso momento surge alguém que faz com que o horror que expressavas se torne insuportável, a origem de todo o peso que te pregava ao chão.

Surge uma mulher, uma bruxa, uma necromancer, alguém que apenas vive com e para o mortos. Não me recordo dos porquês, apenas sei que a matei, consciente ou inconscientemente sei que por ti fui capaz de matar uma mulher, uma bruxa, uma necromancer. Por ti, não pestanejei e tirei-lhe a vida, porque ela estava a consumir a tua. Parece ser um gesto nobre, mas ao mesmo tempo é algo assustador.

Como disse antes, nas entrelinhas, quem me dera que o sonho tivesse sido apenas tu a correres para mim de sorriso estampado na face e mal chegavas perto de mim eu dizia o quanto gosto de ti e te enchia de beijos. Quem sabe, pode ser que hoje seja bafejado com essa sorte e me calhe um sonho assim, era muito bom.

Actualização: Na noite seguinte, de facto fui congratulado com o sonho que desejava e sim foi muito bom.

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